sexta-feira, 24 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
A Influência de Francis Bacon sobre os Veículos Automotores Brasileiros.
Pós escrito:
Para aqueles que buscam significados transcendentais na Ironia ou na sincronicidade, no dia em que iríamos começar a gravação do vídeo, nossa gata Pimponeta foi atropelada e morta. Boa diversão aos que tem o hobby de procurar significados nas complexas relações aleatórias de eventos dissociados, e encontrar nisto um significado simbólico.
*Kensho refere-se à primeira percepção da Natureza Búdica ou Verdadeira Natureza, algumas vezes conhecida como "acordar". Diferentemente do satori, que se refere a um estado de iluminação mais profundo e duradouro, o Kensho não é um estado permanente de iluminação, mas uma visão clara da natureza última da existência.
Princípio da Incerteza para o óbito de célebres escritores

quarta-feira, 1 de julho de 2009
Teratonia outra vez
.jpg)
Temper Faktor, input_output e Ío
Quando: 02 e 03 de junho de 2009, às 20h30
Onde: Teatro do Instituto Goethe (24 de Outubro, 112)
Entrada: R$ 10
(50% para clube do assinante e classe artística)
*Conglobado 1 O mesmo que aglomerado. 2 Composto de materiais heterogêneos ou de várias fontes. 3 Bot Densamente agrupado. 4 Zool Reunido irregularmente em um ou mais pontos, em vez de ser distribuído uniformemente (pêlos, olhos, manchas etc.). sm 1 Qualquer coisa composta de materiais ou elementos heterogêneos; amontoado.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Teratofilia
Max Ernst, do livro Une Semaine De Bonté 1 Que tem qualidade ou natureza de monstro. 2 Que é contrário à ordem regular da natureza. 3 De grandeza extraordinária. 4 Que excede quanto se devia esperar. 5 Muito feio, repulsivo. 6 Que excede tudo que se possa imaginar de mau.
1 Mudar a forma de, tornar(-se) disforme. 2 Reproduzir inexatamente: O repórter deformou o pensamento do entrevistado.
Dentro destas definições, Teratofilia poderia ser definido como uma atração pelo irregular nos padrões naturais, tanto em forma quanto em dimensões (claro que, agregado a isto, a idéia de muito feio ou repulsivo). Porém, sabemos que isto é um padrão absolutamente relativo - tomando a beleza feminina como modelo, e analisando-a no decorrer da história, comprova-se isto com veemência. Este link exemplifica algo que cumpre alguns estatutos de beleza e no futuro próximo (agora, por exemplo) será visto como uma bizarrice dos nossos tempos.
Meu argumento é que a monstruosidade é cultural, social e pessoal, logo, não um valor universal (o que na verdade nada é, culturalmente falando) ou consensual. Que a Teratofilia seria um apreço intenso por estas rupturas, por esta diversidade formidável (veja post http://grupo-io.blogspot.com/2009/06/neologismo.html). Por sistemas e ordenações mais complexos de beleza. Também é considerável a influência no nosso imaginário estético dos deuses e criaturas fantásticas, teratônicas que herdamos da mitologia da antiguidade Suméria, Babilônica, Egípcia, Grego-Romana, das fábulas européias, dos quadrinhos de super-heróis ou do cinema. Podemos pegar um exemplo bem familiar, como a Bela e a Fera (que ficou notória pela versão da Disney). A Bela pode ser considerada uma Teratofílica (tu vê, heim?) Ou o filme Crash do David Cronenberg, pura Teratofilia
E não podemos desconsiderar a definição "Que excede tudo que se possa imaginar de mau" nesta argumentação.
A maldade tem seu inevitável grau de sedução. Um certo mistério desajustado e cruel com seu quê de Anjo Exterminador, presente, ora em doses homeopáticas, ora alopáticas, nas relações de sedução e no sexo em si, ecoando nas suas ordenações de poder e de dominação que são combustíveis do fetiche e com inclinação para serem fascinantes e sexy. O próprio demônio, com sua incontestável luxúria monstruosa, povoou o imaginário erótico de gerações de moças e senhoras de formação cristã. Logo, todo o mundo a leste da Rússia. Mais contemporaneamente, temos o fetiche por vampiros, criaturas que personificam os extremos de fascínio, medo, beleza, crueldade e poder.
sábado, 27 de junho de 2009
Recorrência

terça-feira, 23 de junho de 2009
Teratonia
O limite de toda era passa por indecisões e turbulências. É quando acertos, mas também erros, se multiplicam. É quando surgem anomalias, surgem equívocos, surgem monstros. Há períodos em que existe o justo, o belo, o razoável, o correto. Em outros não.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Jimmy Scott ( Série associação Fonética I )
Episódio Final de Twin Peaks
A Ío, que até hoje nós não sabemos precisamente o que é, eventualmente encarna a forma de uma agremiação musical. Nesta encarnação, ela tem dois vocalistas, mas nós sempre vemos as músicas da Ío cantadas de diversas formas e timbres, como se cada música contasse sua história ou ponto de vista e precisasse de um protagonista individual - o que sempre buscamos emular. Em condições ideais de pressão e saúde financeira Jimmy Scott seria um deles (caso estejas curioso, Nelson Gonçalves, Mike Patton e David Bowie (depois dos cinquenta anos) seriam alguns dos outros).
Introduzimos aqui, então, o primeiro dessa série, o Sr. Jimmy Scott. Jimmy Scott, de família pobre e pai alcoólatra, tinha a síndrome de Kallmann, em decorrência da qual seu corpo produzia uma quantidade reduzida de testosterona, o que alterou o seu crescimento, seu olfato e influenciou a sua voz, deixando-o com um estranho timbre de soprano.
Conhecemos Jimmy Scott no episódio de encerramento do seriado Twin Peaks, onde ele aparece cantando no Salão Negro (vide o vídeo acima). A música, composta por David Lynch, está na trilha de Fire Walk With Me - baixe aqui caso queira.
Esta cena tem um impacto suplementar, em função de todo o conjunto de eventos que cercam a circunstância de seu reaparecimento ser fantástico – após cantar no funeral de um amigo, pela primeira vez em décadas, e ter sido reconhecido por Lou Reed, essa performance é a que marca a volta de Scott, que tivera um longo período fora dos palcos, frustrado com o fracasso, durante o qual trabalhou como funcionário em um hospital e ascensorista de elevador. Este é um caso, como o de David Byrne ressuscitando a carreira de Tom Zé, que trabalhava em um posto de gasolina, e Jim Jarmuch, que trouxe de volta aos palcos Screamin’ Jay Hawkings, que vivia então em um estacionamento de trailers, em que devemos agradecimentos à Lynch por ter trazido-o de volta a uma carreira que se revelou ainda mais impressionante (ele continua cantando, atualmente com 84 anos).
De resto veja o vídeo e no final diga:
-Putaquiopariu.
Legenda Áurea, Nirvana e sua construção de Mundo.

Alberto Bins 591/ap 61 Cep 90030-142 Centro Porto Alegre RS. A/C Munir Klamt.
Vídeo forçando despudoradamente a tese deste post:
quinta-feira, 11 de junho de 2009
(Da série) O que diabos é Corpus Christi?

Ok, feriadão. Pra quem não sabe, o feriado é de Corpus Christi, que é a ascensão corpórea de Cristo aos céus. Depois da páscoa, evento que marca sua crucifixão e ressureição(obrigado Clarissa) - tecnologia que cristo já havia treinado com Lázaro - embora desconheça se a dita ressureição foi engenho de suas artes ou atitude de seu pai. Mas provavelmente foi uma auto-ação, ainda mais considerando a ausência da figura paterna, em uma fase mais contida, no novo testamento. Afinal, deus agita o pedaço no velho testamento – dilúvios, genocídios, holocausto nuclear (Sodoma e Gomorra), primogenicídio (se é que existe tal palavra) no Egito, contabilizando mais de 2 milhões de mortos (na verdade 2.391.421). Satã matou 10 na mesma Bíblia, sério (obviamente a sua preocupação com a imagem pública era bem maior). Caso queira ver o placar completo e o local destes embates clique aqui.
Mas, voltando ao assunto, que aqui é a ascensão de Cristo, depois de sua ressureição-reencarnação (terminologia complicada neste caso, uma vez que Jesus volta, teoricamente, no mesmo corpo, porém nem mesmo seus apóstolos o reconhecem imediatamente) passa 40 dias na terra (coincidentemente o mesmo período que ele passou no deserto) e sobe aos céus – detalhe: COM seu corpo, e esse que é o grande lance. A partir deste evento, seu corpo, na Terra, passa a existir através da transubstanciação da eucaristia. Isto é, a hóstia, aquele objeto minimalista que representa simbolicamente o corpo e o sangue de cristo. O que argumentativamente nos torna, cristãos no geral, uma espécie de vampiro ao ingerir com tanta devoção este corpo e este sangue. Caso você tenha tido a paciência de ler até aqui e pense:
Io kéko?
Leia o próximo post.
Mãe

Lyncha! Lyncha! Lyncha!

Você, na sua ausência de perspectiva histórica, talvez esteja dizendo: - Grandes merda.
No entanto, na provinciana São Paulo de 1931, manter um boné ostensivamente na cabeça, durante uma procissão ou na igreja, era acintosamente agressivo.
Resumo dos eventos: Flávio de Carvalho teve que fugir da multidão e foi salvo pela polícia. Para constar, a turba enlouquecida gritava ensandecidamente:
Lyncha, Lyncha, Lyncha... (que, na época, era escrito assim mesmo)

Capa da segunda edição do livreto em que Flávio de Carvalho contava o evento da Experiencia número 2.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
5.000 anos atrás e seus efeitos sobre o agora, agora.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
Região Autónoma dos Açores
Troféu Galho Fumante. Foto:Fabio Del ReO Administrador Apagado na Revista Cidade B
Página Interna da Revista Cidade B. Foto:Munir Klamtterça-feira, 21 de abril de 2009
Atração Magnética
Pintura de Tiradentes por Pedro Américo. E o Tiradentes?
É um post de efemeridades, sim, mas fora isto quando eu vi este objeto (que precisa de um nome provisório, talvez Tales) me lembrei imediatamente deste bizarro quadro do Pedro Américo (mais conhecido pela Primeira Missa do Brasil e o Grito da Independência), que criou certo constrangimento entre seus contemporâneos, e fiquei pensando sempre relacionalmente os dois, como uma união invisível entre ambos, algum tipo de livre associação que, como diria o marquês de Valmont, “Está fora de meu controle”.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Impressões

Fotos: Munir Klamt e Laura Cattani
Não há ensaios, apenas instruções. À moda do Clint Eastwood, tudo deve dar certo no primeiro take, isto é, a tensão é um elemento essencial para a execução, somada à maneira que o público vai reagir, outra imprevisibilidade. Logo, de modo geral, a primeira apresentação funciona como uma experiência onde são definidas todas as alterações a serem feitas na segunda (que, em geral, melhora substancialmente). Mas OK, e como foi o Administrador?
Mas OK, e como foi o Administrador?
É claro que, para nós, a sensação foi (como sempre) de que tudo foi um caos, quase nada saindo como previsto. É verdade que havia excesso de gente (acabaram entrando mais pessoas do que o limite estipulado), o que atrapalhava a mobilidade deste povaréu no espaço restrito dos corredores do Arquivo, e acabava comprometendo o ritmo geral, bem como das cenas. Já na segunda sessão, passada a adrenalina, foi possível perceber que tudo saiu tudo próximo do que estava previsto, tirante o FM (havia interferência demais no local). Mas, certamente, tudo será modificado. Em uma próxima temporada iremos levar mais adiante a possibilidade de percursos distintos para alguns dos participantes, de forma que fiquem sujeitos a perspectivas radicalmente diferentes do Administrador. E será provavelmente incluída uma cláusula de expulsabilidade, isto é, quem entra pode ser retirado ou imobilizado em qualquer momento da apresentação. O objetivo é que tudo passe a sensação de que todas as possibilidades estão em aberto, como a expectativa de uma criança entrando em uma casa mal assombrada. Todas estas alterações são parte do método de definição de um formato que ainda não sabemos ao certo qual é – porém sabemos que o próprio processo de busca do mesmo é extremamente divertido.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Convergência. Io kéko?*
Samir Jaime fazendo laboratório para O Administrador se utilizando, para tal, • Um musical multimídia chamadado Zede Etes (2005);
• Um site sobre o que é o Zede Etes;
• Uma exposição plástica chamada Zede Etes - O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes;
• Uma performance se apropriando de espaços não tradicionais(no Museu Joaquim Felizardo e no Arquivo Público), chamada O Administrador (junto com uma vindoura exposição fotográfica sobre os personagens da performance no Arquivo Público);
• Um projeto de intervenção urbana xipófago a um mini-CD com sua respectiva trilha sonora, chamado O Administrador Apagado;
• Uma coletânea de vídeos chamada Máquina de Presságios;
• Outra exposição plástica – Autotélico – que é uma subdivisão da exposição Zede Etes - O Estranho... ;
• O mestrado e um mini A.R.G. do Munir cuja o tema versa sobre as excêntricas atividades de Ernesto Souza (vide Zede Etes segunda versão).
• Um site com informações sobre a vida de Feltes e sobre o projeto (maio 2009);
• A trilha sonora do Zede Etes (que é diferente do espetáculo, para 2010);
• Uma caixa de microcontos e fotos sobre Autotélico (Edição de 100 assinada pela Calíope);
... Além da terceira parte desta trilogia, constituída por um A.R.G.*
(Sendo a primeira parte o Zede Etes (2005) e a segunda O Estranho Equívoco... (2008-2009)).
E como diria o Pernalonga:
Por enquanto é só pessoal.
“E eu com isto?”
* O post “O que diabos é um A.R.G.” vem em breve.
terça-feira, 31 de março de 2009
O que diabos é uma performance de convergência?
Terno de Tronco fragmento da Performance "O Administrador". No Museu Joaquim FelizardoFoto: Laura Cattani
Em resumo, convergência é considerar uma narrativa ficcional quase como um evento real, que como tal merece abordagens multifacetadas, isto é, destrinchar esta ficção em diversos suportes. Da mesma maneira que um evento real, como por exemplo a Segunda Guerra Mundial, se torna tema para uma infinidade de filmes, HQs, seriados, livros, documentários, lembranças, poemas, músicas e um monte de cadáveres, sendo que cada uma destas “mídias” de alguma forma representa um dos lados deste evento tão multifacetado, histórias ficcionais podem tomar o mesmo rumo, até com maior liberdade de mídias por não ter obrigações para com os fatos.
Pensando bem, convergência não é nada muito novo, mas é maneiro e não linear, o que permite a reconstrução da narrativa contada pelo espectador, que na verdade pode interferir e remodelar a narrativa com partes construídas por ele mesmo - desde comentários em blogues até versões suecadas.
segunda-feira, 30 de março de 2009
O ADMINISTRADOR - Uma performance de Convergência
Com Márcio Silveira dos Santos, Munir Klamt, Samir Jaime, Laura e Iandra Cattani, Italo Cellamare, Paula e Luiza Santos
Dias 04 e 05 de abril (sábado e domingo) às 19h30
Local: Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul. Rua Riachuelo, 1031 – Centro
Entrada Franca
Atenção:
Distribuição de senhas a partir das 19h00.
É importante portar um aparelho que capte ondas de FM (rádio, mp3 player, ipod, walkman, celular, etc.).
Não é recomendado usar saias ou saltos.
Em caso de chuva forte o evento será cancelado.
É proibido alimentar os pesadelos.
zede.etes@gmail.com
Financiamento: FUMPROARTE
Apoio: APERS
sábado, 28 de março de 2009
Quem é o Administrador?
Autocrítica indispensável para quem venha a se tornar um Administrador.

Cor Expressionista.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
CASA/CORPO
Laura e Munir em frente à videoinstalação "Quarta Parede" (Foto: Dione Veiga VIeira)Visitem: CASA/CORPO
quinta-feira, 12 de junho de 2008
CASA/CORPO
Artistas: Dione Veiga Vieira Klinger Carvalho
Laura Cattani e Munir Klamt (Grupo Ío)
Marcelo Gobatto
Gabriela Picoli e Luciano Zanette
Visitação: 10 de Junho a 02 de julho de 2008
Local: Galeria de Arte do DMAE Rua 24 de Outubro, 200
Conversa com os artistas: 26 de junho (quinta-feira), às 19h.
CEP 90510-000 Porto Alegre / RS
(51) 3289 9722
http://www.dmae.rs.gov.br/
http://www.dmaegaleriadearte.blogspot.com/
galeriadearte@dmae.prefpoa.com.br
CASA/CORPO – Uma Engrenagem Simbólica As simbologias da casa engendram uma poética instigante em torno do corpo e têm sido uma constante na produção da arte contemporânea. Seja através de elementos imprescindíveis em um lar, seja pelo aspecto da arquitetura interna e externa, a casa sempre repercute a dimensão humana em seus contextos político-sociais e assim, conseqüentemente reflete o próprio corpo. Porém, não mais limitado em si mesmo. CASA/CORPO é o desdobramento de uma exposição anterior – Casa Fechada – realizada no início deste ano por um grupo de artistas que utilizaram a imagem da casa como metáfora do corpo. Dione Veiga Vieira, Klinger Carvalho, Laura Cattani e Munir Klamt (Grupo-Ío), Marcelo Gobatto, Gabriela Picoli e Luciano Zanette voltam a apresentar diferentes abordagens sobre o tema através do uso de diversas linguagens e meios de expressão visual. O resultado é um panorama de obras que apontam para além do próprio corpo, e se expandem nas relações propostas entre corpo individual & corpo coletivo; simbolicamente, entre casa & corpo.
Mais informações: http://casacorpo.blogspot.com/
(textos por Dione Veiga Vieira)
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O ADMINISTRADOR
O ADMINISTRADOR
Com: Márcio Silveira dos Santos, Munir Klamt, Laura e Iandra Cattani, Samir Jaime, Paulo Roberto dos Santos, Ítalo Cellamare, Paula e Luiza Santos
Local: Museu Joaquim Felizardo - Rua João Alfredo, 582, Cidade Baixa.
Datas: 7, 14, 21 e 28 de junho (sábados) às 17h15
ENTRADA FRANCA
É importante portar um aparelho que capte transmissões FM (rádio, mp3 player, ipod, walkman, celular, etc.)
É proibido alimentar os pesadelos.
Dúvidas, informações e reservas: zede.etes@gmail.com
Saiba mais sobre o Zede Etes em:
ZEDE ETES
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Barroco I(r)ônico
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Uma Paisagem de Sonhos, por Dione Veiga Vieira
* Ío é uma lua de Júpiter, e Dione uma lua de Saturno.
Io (primeira versão)
Io (pronuncia-se ÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍo) foi uma das paixões de Zeus. Ela era filha do deus-rio Ínaco, que por sua vez era filho de Oceanus e Tétis. Sua beleza despertou a paixão de Zeus, que, para cortejá-la, cobriu o mundo com um manto de nuvens escuras, escondendo seus atos da visão de Hera. A estratégia falhou e a deusa, desconfiada, desceu do monte Olimpo para averiguar o que estava acontecendo. Numa vã tentativa de iludir sua esposa ciumenta, o deus transformou sua amante em uma belíssima novilha branca
quarta-feira, 7 de maio de 2008
"Um tratado onírico; o porão do IO", por Jones
Leia em: http://jonespoa.blogspot.com/
Josefina e Carolina Egon Feltes

sábado, 3 de maio de 2008
Secessão Vienense
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Munir Klamt Diz: - Klimt!
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Ponto Cego
Por favor, tape o olho direito e aproxime-se da tela, Ainda sobre o mesmo assunto do post anterior: veja acima esta mistura de construtivismo e defeito de fabricação (o que pode ser dito de toda Op-art, sem demérito algum). Se possível entre no link para entender melhor a função social da figura. O conceito de ponto cego, a idéia de que algo está à sua frente, próximo e claro e, ainda assim invisível, (se isto for pensado metaforicamente, melhor ainda), é fascinante.
Cérbero* e a Enxaqueca
A. Hilzendeger FeltesFonte: My Optical Illusion
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Viking Eggeling
Um dos fantásticos filmes da UFA (Universum Film Aktiengesellchaft) que fizeram parte da programação do Metropolitano. A trilha é contemporânea, mas é um dos raros casos que funciona.
Demônio Pessoal
Na primeira apresentação do SAÍA DE EMERGÊNCIA foi executada pela única vez uma música chamada Demônio Pessoal. O demônio a que a música se refere é uma pequena criatura que, dia a dia, nos fala baixíssimo, sussurrando em nosso ouvido. Algo como a spikeleeana “faça a coisa certa”. Ele não nos julga ou tem valoração moral de nossos atos, apenas gosta de nós como nós gostamos do mar à noite ou de animais selvagens – ou seja, de algo que é, simultaneamente, simples e incompreensível. No final de tudo, ele ainda espera alguns dias enquanto nosso corpo vira playground de vermes. Nossa única obrigação para com ele é fazer um esforço gigantesco para ouvi-lo. Antes que sejamos acusados de Satanistas e associados aos seguidores do Iron Maiden, vamos esclarecer que, toda vez que falamos em demônio, estamos falando daquele cavaleiro que ajudou Eva e Adão a tomar consciência de sua mortalidade, e, para o bem ou para o mal, ajudou-os na fuga do paraíso. É bom sempre lembrar que a imagem clássica do demônio está associada, à uma forte mídia negativa feita pelo cristianismo em relação às entidades pagãs como o Fauno romano ou o Pan grego, ou ainda o Cernunnos Celta, criaturas estas vinculada à ordem da natureza. O nosso Demônio Pessoal é, na verdade, nossa gíria para auto-consciência. Aforismos: Kafka, Franz

O caminho verdadeiro segue por sobre uma corda, que não está esticada no alto, mas se estende quase rente ao chão. Parece mais determinado a fazer tropeçar, do que a ser transitável..
A partir de um certo ponto não há mais retorno. Esse é o ponto que deve ser alcançado.
50
O homem não pode viver sem uma permanente confiança na existência de algo indestrutível dentro de si. Tanto a indestrutibilidade quanto a confiança funcionam como um abrigo permanente. Um modo de expressão desse estar abrigado é a crença em um Deus pessoal.
A. Hilzendeger Feltes (Parte 3)
Zede Etes- O Estranho Equívoco, etc, etc.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Autochoque e o Estoicismo
Uma das intenções do projeto Autochoque (veja o post de primeiro de abril) é falar sobre acidentes automobilísticos de uma forma estética, analítica e fria, o cerne sendo a consciência de que tragédias automobilísticas são um grave problema de nosso tempo, mas que no futuro serão consideradas uma das excentricidades da humanidade nos séculos XX e XXI - da mesma maneira que vemos os sanguinolentos rituais astecas, as cruzadas dos meninos de 1212 ou a crença no Mar Tenebroso como algo absurdo, beirando o incompreensível. Abaixo, exemplo cabal de estoicismo em relação aos costumes anacrônicos de seu tempo:
Musa do Autochoque
Santa Apolônia e um zangão ousado.
No anteriormente citado salão 10x10, entre os trabalhos que não foram selecionados, estava o zoofílico “Retorno Fatal ao Figurativo”*, uma assemblage entre Santa Apolônia e um Zangão. A crença pseudo-cientifica afirma, categoricamente, que os zangões não voam. Aerodinamicamente falando. E os crentes na ausência de Deus (ateus), que santos não existem. Logo, dependendo do ponto de vista, tratava-se de um trabalho minimalista sobre o nada. Aos que estão desesperados para saber mais sobre esta fascinante Santa Apolônia, afoguem-se em sua curiosidade abaixo. Santa Apolônia foi (e é) uma Mártir Cristã no ano 246, criada na Alexandria durante o reinado do Imperador Philip I, o Árabe (244-249) e Trajanus Decius (249-251), período em que multidões furiosas, na Alexandria e Egito, saíam às ruas à caça de cristãos (um esporte muito em voga na época). Apolônia, uma Diácona, foi apanhada pelo populacho e, como ela se recusava a renunciar a Jesus e a sua fé, foi cruelmente torturada. Seus dentes foram arrancados com uma torquês, quebraram seus maxilares e levaram-na a uma pira, onde veio a morrer queimada. Abaixo, a descrição de um transeunte no tempo e espaço: "Eles amarraram esta preciosa virgem, quebraram todos os seus dentes com socos nos maxilares, fizeram uma fogueira e ameaçaram queimá-la viva, mas ela continuava recusando a recitar as blasfêmias que eles queriam que ela recitasse (provavelmente mesmo que ela quisesse recitar qualquer coisa, não sairia). Então, de repente, ela mesma entrou na pira e foi logo envolvida de um fogo do "Espírito Santo", pois de lá de dentro ela nos olhava com o rosto de uma cristã sem nenhum medo.”. Os anais de seu martírio contêm outras crueldades, mas, na liturgia católica, ela é representada segurando a pinça usada em seus dentes, tendo-se tornado a padroeira oficial dos dentistas e sendo invocada contra a dor de dente. Pra quem acha os X-men grande coisa, recomendo a leitura da vida dos santos e mártires da cristandade (aquilo que era mutante!).
* O título, para quem não perde tempo com as mumunhas das artes, refere-se a um hipotético zangão que, depois de uma longa fase abstrata, retorna à figuração, desenha uma santa, e morre (romanticamente, tipo século XIX) apaixonado pela mesma.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
A. Hilzendeger Feltes (Parte 2)
Foto gentilmente cedida pelo Museu Hipólito José da Costa
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Winsor McCay
Saquem seus cartões de crédito:
http://www.amazon.com/Little-Nemo-1905-1914-Winsor-McCay/dp/3822863009
http://www.amazon.com/Best-Little-Nemo-Slumber-Land/dp/1556706472
Winsor Beuys
O post acima é uma referência à homenagem que prestamos ao Little Nemo de McCay em ZEDE ETES - O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes. Na verdade, a homenagem é na linha Marvel “o que aconteceria se...” Winsor McCay se transformasse em Joseph Beuys.
Foto: Laura Cattani
Mas quem diabos é A. Hilzendeger Feltes? (Parte 1)
Foto feita pelo retratista Otto Schönwald
Em 1907, aos 21 anos, o Sr. A. Hilzendeger Feltes, se estabelece em porto alegre, vindo de Berlin, na Alemanha, para tentar uma nova vida no Brasil. Depois de um difícil começo, a Confeitaria Real, aberta por Feltes, prospera, deixando-o em condições de trazer sua esposa Anna Egon Feltes no ano de 1912. Neste período, o Sr. Feltes se integra à comunidade alemã local e torna-se um bem relacionado homem de negócios. Seu interesse por cultura, no entanto, o leva a ambicionar um empreendimento no qual ele acreditava que teria mais satisfação pessoal. Ele se mantém atualizado sobre pintura, literatura e cinema na Europa, através de intensa correspondência com seus irmãos, Karl e Reinhard, enquanto almeja a criação de um Cine-Teatro, prospera atividade comercial e social na provinciana Porto Alegre da década de 10. Sua amizade com os irmãos Petrelli e Hirtz, proprietários de diversos cinemas na cidade, são o suporte para o nascimento do Cine-Theatro Metropolitano.
terça-feira, 8 de abril de 2008
10 cm²
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Luas de Urano
Calíope - Com seus globos oculares em constante mutabilidade ou evolação (verbo evolar), já teve em seu olho direito desenhos que lembravam uma galáxia espiralada. Foto: Laura Cattani
Luas de Urano (Episódios 1-14) é uma peça sobre uma das Luas de Urano (óbvio). A lua em que se desenvolve a narrativa em questão chama- se Miranda, que é filha de Próspero da peça A Tempestade de Shakespeare (cada lua de Urano tem o nome de um personagem feminino de Shakespeare). Esta peça faz parte do que, informalmente, chamamos de Trilogia Negra.
A primeira parte é sobre Miranda + mixomatose (doença altamente contagiosa em coelhos) + Fibonatti (e a relação áurea da reprodução dos Coelhos) + 184C°negativos + condicionamento pavloviano + toxoplamose e acidentes automobilísticos + café... e por aí vai.
A segunda parte se chama 40 dias e é sobre os soldados Romanos e a consciência de ter feito um grande equívoco ao crucificar Jesus (ou não).
A terceira, chamada Ponto Cego, é sobre a fisiologia dos olhos e episódios que envolvem a cegueira. A musa inspiradora desta trilogia é Calíope, nossa gata (Calíope é o nome da musa inspiradora da poesia épica na mitologia grega).
Arena, Bibiana Coronel

sábado, 5 de abril de 2008
Sobre a exposição (ZH, 03/04/2008):
"Zede Etes" começa hoje
Na Porto Alegre do início do século 20, o imigrante alemão A. Hilzendeger Feltes é o bem-sucedido proprietário de uma confeitaria e de um cine-teatro no qual se orgulha de exibir filmes expressionistas. Até que sua vida cai em desgraça.Feltes perde mulher e filhos para a Gripe Espanhola, tem um irmão caçado pelos nazistas, fecha o cinema. No letreiro despencado, sobram - do nome do proprietário - apenas as letras ZE_DE_E_TES. Os vizinhos passam a acreditar que, lá, se projetam sonhos e pesadelos.Essa história, com tudo o que há nela de real e ficção, dá o mote para a exposição Zede Etes - O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes, que será inaugurada hoje à noite no porão do Paço Municipal, a chamada Prefeitura Velha, no Centro. Os autores - os artistas plásticos Laura Cattani e Munir Klamt, que se apresentam como Grupo Ío - fazem questão de manter a dúvida sobre o que, ali, é invenção. Também não pretendem esmiuçar essa história para os visitantes.- Sempre deixamos uma margem aberta - sublinha Laura. Na prática, o que o visitante vai encontrar é um clima múltiplo - e carregado. Há ruídos, luzes, vídeos e objetos estranhos. O clima tende ao mistério, flerta com o horror.Para quem quiser acompanhar melhor as desventuras do alemão Feltes, há um site oficial no qual se conta seu drama - www.grupo-io.com - e no qual se pede aos leitores que contem sonhos. Um deles pode entrar na próxima exposição.
ZEDE ETES
Exposição do Grupo Ío
Porão do Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10), fone (51) 156
Abertura: hoje, às 19h. Visitação até 2 de maio, de segundas a sextas, das 9h às 12h e das 14h às 18h. Entrada franca.
O Grupo Ío, formado pelos artistas plásticos Laura Cattani e Munir Klamt, recorre a várias linguagens - vídeos, projeções, sons, fotografias e objetos - para recriar o universo onírico e sentimental de um homem marcado pela tragédia.
Site: www.grupo-io.com
Preste atenção - No clima de sonho e medo que pretende arquitetar, o Grupo Ío incorpora os ruídos da tubulação de ar-condicionado que percorre o porão do Paço.
Dica ZH - Só pelo lugar, já vale a visita à exposição Zede Etes. O porão do Paço Municipal, a chamada Prefeitura Velha, é um espaço ainda pouco conhecido, mas muito impressionante, com suas paredes em arco, tetos rebaixados, vãos e recintos. O prédio é de 1901 e foi tombado pelo patrimônio histórico municipal em 1979. O porão foi recuperado na reforma de 2003.
Link da matéria:
Primeiro de Abril
Durante o processo de desenvolvimento do espetáculo ZEDE ETES (pronuncia-se Zêde Étes), e em parte influenciado por suas dificuldades de realização, surge o SAÍDA DE EMERGENCIA, que é um espetáculo homeopaticamente claustrofóbico, fortemente musical, com dança e vídeos. A formação desta apresentação era, além de Laura Cattani e Munir Klamt, Guilherme Klamt, Fabrício Prado, Bibiana Arena Coronel e Desirée Marantes como convidados. A temporada seguinte do SAÍDA DE EMERGENCIA (2006) contou com Carlos Bica e Crosa. Sua formação atual inclui Tiago Neumam e Nando Barth. O SAÍDA DE EMERGENCIA gerou um gêmeo isquiópago, o espetáculo Autochoque, que versa sobre acidentes de veículos automotores, suas ondas de choque e, claro, humor negro.
domingo, 30 de março de 2008
Montanha com Rodas
A casa tá andando!
Por anos, o conceito de uma casa que andasse me fascinou (meu pai comprou um trailer logo depois). Eu representava graficamente esta idéia através de uma montanha com rodas e passageiros em seu conteúdo. Algo como um bunker móvel. Em 2005, no espetáculo Zede Etes, uma das partes apresentava uma montanha com rodas (vide foto). E, na quarta parte d`O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes, chamada Máquina de Presságios, há um vídeo sobre o assunto. Porém todo este comentário é apenas para fazer uma homenagem póstuma. Na música da tal Montanha com Rodas era usado um sampler de quatro ou cinco notas de Hans Otte, recentemente falecido. Ouça Das Buch der Klange, disco usado no sampler (tem no emule).
Outro Disco:
quinta-feira, 27 de março de 2008
Em arte, tudo é processo.
Em 1971, Gerald Mayo entrou com um processo no tribunal regional da Pensilvânia contra Satã e seus asseclas, afirmando que ele tinha colocado obstáculos de grande monta em seu caminho, que causaram sua decadência. Em 3 de Dezembro, a reclamação de Mayo foi negada, sob a alegação que o acusado não residia na Pensilvânia.
Mais Marimbondos
Lendo sobre marimbondos, em um guia rural, iluminei minha infinita ignorância* sobre seus hábitos alimentares. Os mesmos são predadores de formigas, aranhas e cupins (logo, suponho que a ocupação da cachopa citada no post anterior seja uma forma de ironia das formigas). Na exposição ZEDE ETES - O Estranho Equívoco de A. Hilzendeger Feltes (nome com pendores a capítulos de “Cândido” de Voltaire) há um trabalho com o nome de “O Diabo Está Nu Atrás Da Porta” este trabalho pode ser chamado de um ready-made modificado animal (o “nu” do titulo é uma brincadeira com “Nu Descendo Escada” de M. Duchamp). Cupins consumiram o miolo de uma porta até que surgisse a imagem de um demônio, visível quando incide luz por trás da mesma. Em uma citação de iconografia medieval (acho que é isto que é o mundo pós-moderno), os cupins nos brindam de forma sarcástica com uma imagem dos nossos mais profundo temores ou (como dizem os céticos) é apenas coincidência. .*Cito aqui Blixa Bargeld dos Einstürzende Neubauten para quem só há duas coisas infinitas o espaço e a ignorância (nunca entendi se ignorância em relação a conhecer todas as coisas ou ignorância como qualidade humana com vetor negativo mais presente na história)
terça-feira, 25 de março de 2008
Convívio Social
Porém, apesar do fascínio, é importante lembrar que conviver com uma superpopulação de formigas, em um apartamento no centro, é uma grande prova de cordialidade. Há dias venho tentando convencê-las de não explorar fora de sua zona residencial - claro que com argumentos físicos.



























.jpg)










