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O alegre post anterior (Munir Klamt diz: -Klimt!) é uma pequena introdução sobre a obra de Gustav Klimt, basicamente para falar do movimento de renovação nas artes vienenses do qual ele participava, chamado Secessão Vienense (e olha que Viena era um marasmo naquela época: Freud, Arnold Schönberg, Robert Musil, Adolf Loos...). Tal qual o Arts & Crafts inglês, este grupo buscava romper com as tradições locais (como sempre) e criar uma definição mais ampla para a arte, com a inclusão de artes aplicadas (leia-se: arquitetura, artes gráficas em geral, indumentária e, claro, pintura e congêneres). A Secessão Vienense influenciou o Art Nouveaue o
Jungendstil, o que não é pouca bobagem. A pintura acima chama-se Helene Klimt e o vestido que a menina usa foi criado, óbvio, por Klimt.
Paula e Luiza Santos durante as gravações de "3 versões".Foto de Laura Cattani
Medicina (Destruído em 1945), Obviamente, um quadro de Klimt
Ok, Gustav Klimt é sexy. Em suas pinturas, as mulheres vivem em êxtase sensual. No entanto, os homens figuram nos seus quadros como dois de paus (o duplo sentido é opcional): inexpressivos, principalmente se comparados às mulheres. Na cosmogamia Klimtiniana, eles tiveram função ao livrar a espécie humana das feras, construir uma sociedade através de virulentos conflitos, inventar a arma de repetição e o veículo automotor, e pára por aí. E o preço disto é que o deleite não lhes é oferecido, este é feminino. Enfim, os homens são algo como o cóccix; isto é, obsoletos, mas mesmo assim todo mundo nasce com um. Esta introdução abundante de misandria é para lembrar um fato que, de modo geral, não é tão perceptível: que o parceiro das mulheres de Klimt não é o sexo viril, os caras da progesterona, mas sim a morte e a deterioração (exemplos ilustrativos 1, 2, 3, 4).Tânatos(morte) e Eros, o Yang e Yin da cultura ocidental.